Campo DC | Valor | Idioma |
dc.creator | Rosa, Crislane Palma da Silva | - |
dc.date.accessioned | 2022-07-21T13:46:55Z | - |
dc.date.available | 2022-07-21T13:46:55Z | - |
dc.date.issued | 2022-04-25 | - |
dc.identifier.citation | ROSA, Crislane Palma da Silva. “Beije sua preta em praça pública”: da apropriação do corpo à apropriação do espaço. 2022. 373 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto de Geociências, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Ba, 2022. | pt_BR |
dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35720 | - |
dc.description.abstract | From the repeated reading of an excerpt from the poem written by Lande Onawale (1991), I
started a series of questions about the presence of lesbians and black women in public spaces.
After all, who can kiss “your black woman in a public square”? There are, behind the poem,
a series of other imperatives that make up this “Flag” and keep it, even after twenty years,
as a symbol for the black population. How could Geography help me to understand it in
depth? One of the paths followed in this dissertation was to analyze how the social relations
of sex, race, and class are reproduced, based on the premise that: these social relations are
intertwined, with no hierarchy between them; as Carlos (2015, p. 13) states, “social
relationships are carried out in the condition of spatial relationships”, so, from the analysis
of spatial practices, it would be possible to find evidence of how such relationships
materialize; and that absences can be as revealing of spatial practices as presences, making
them a necessary dialectical pair for the development of this research. Through bibliographic
and data surveys, semi-structured interviews, field visits, and photographic records, I sought
to build a comparative analysis between the spatial practices carried out in Arthur Lago and
Ana Lúcia Magalhães Squares, in Pernambués and Pituba, respectively, to understand how
the fragmentation-articulation pair of urban space (CORREA, 1993) is reproduced in
fundamentally unequal neighborhoods. This comparison, therefore, is built as we
contextualize the historical formation of each neighborhood, inserting them in the Salvador,
Bahia, and Brazilian contexts, to demonstrate how the divisions of labour divide the space
from the process of primitive accumulation of capital to nowadays. The interpretation of the
habitus, expressed by the residents through the tastes of luxury and necessity, was a central
instrument for an approximation of the spatial cuts in question, in the search for a reading
that did not reduce the social class to the income class, and did not reify it in the face of
social relations of sex and race. In the meantime, the concepts of territory, territorialization,
place, and sense of place (SERPA, 2017, 2020), engendered from the perspective of the
imbrication of social relations, were fundamental to get to the question: is there a place for
black women? We return, therefore, to the initial question: who can kiss their black woman
in a public square? | pt_BR |
dc.language | por | pt_BR |
dc.publisher | Universidade Federal da Bahia | pt_BR |
dc.subject | Relações sociais | pt_BR |
dc.subject | Lugarização | pt_BR |
dc.subject | Territorialização | pt_BR |
dc.subject | Imbricação | pt_BR |
dc.subject | Praças públicas | pt_BR |
dc.subject | Geografia humana | pt_BR |
dc.subject.other | Social relationships | pt_BR |
dc.subject.other | Location | pt_BR |
dc.subject.other | Territorialization | pt_BR |
dc.subject.other | Imbrication | pt_BR |
dc.subject.other | Public squares | pt_BR |
dc.subject.other | Human geography | pt_BR |
dc.title | "Beije sua preta em praça pública": da apropriação do corpo à apropriação do espaço | pt_BR |
dc.title.alternative | "Kiss your black in a public square": from the appropriation of the body to the appropriation of space | pt_BR |
dc.type | Dissertação | pt_BR |
dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Geografia (POSGEO) | pt_BR |
dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA::GEOGRAFIA HUMANA | pt_BR |
dc.contributor.advisor1 | Serpa, Angelo Szaniecki Perret | - |
dc.contributor.advisor1ID | 0000-0003-4071-6276 | pt_BR |
dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/3802687148526312 | pt_BR |
dc.contributor.referee1 | Serpa, Angelo Szaniecki Perret | - |
dc.contributor.referee1ID | 0000-0003-4071-6276 | pt_BR |
dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/3802687148526312 | pt_BR |
dc.contributor.referee2 | Mano, Maíra Kubík | - |
dc.contributor.referee2ID | 0000-0002-4201-5636 | pt_BR |
dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/1813924929238494 | pt_BR |
dc.contributor.referee3 | Barbosa, Jorge Luiz | - |
dc.contributor.referee3Lattes | http://lattes.cnpq.br/3763844362386012 | pt_BR |
dc.creator.ID | 0000-0003-0707-4283 | pt_BR |
dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/4321465815572971 | pt_BR |
dc.description.resumo | A partir da repetida leitura de um excerto do poema escrito por Lande Onawale (1991),
iniciei uma série de questionamentos acerca da presença de lésbicas e mulheres negras em
espaços públicos. Afinal, quem pode beijar “sua preta em praça pública”? Há, por trás do
poema, uma série de outros imperativos que compõem essa “Bandeira” e a mantém, mesmo
após vinte anos, como um símbolo para a população negra. Como a Geografia poderia me
ajudar a compreendê-la em profundidade? Ora, um dos caminhos trilhados nesta dissertação
foi analisar como as relações sociais de sexo, de raça e de classe se reproduzem, tendo como
premissa que: estas relações sociais são imbricadas, não havendo hierarquia entre elas; que,
como afirma Carlos (2015, p.13), “as relações sociais se realizam na condição de relações
espaciais”, logo, a partir da análise das práticas espaciais, seria possível encontrar indícios
de como tais relações se materializam; e que as ausências podem ser tão reveladoras das
práticas espaciais quanto as presenças, tornando-as um par dialético necessário para o
desenvolvimento desta pesquisa. Através de levantamentos bibliográficos e de dados,
entrevistas semiestruturadas, visitas de campo e registros fotográficos, busquei construir
uma análise comparativa entre as práticas espaciais realizadas nas Praças Arthur Lago e Ana
Lúcia Magalhães, em Pernambués e na Pituba, respectivamente, a fim de compreender como
o par fragmentação-articulação do espaço urbano (CORREA, 1993) se reproduz em bairros
fundamentalmente desiguais. Esta comparação, portanto, se constrói à medida que
contextualizamos a formação histórica de cada bairro, inserindo-os no contexto
soteropolitano, baiano e brasileiro, para demonstrar como as divisões do trabalho dividem o
espaço desde o processo de acumulação primitiva do capital até a atualidade. A interpretação
dos habitus, expressados pelas/os moradoras/es mediante os gostos de luxo e de necessidade,
foi um instrumento central para uma aproximação dos recortes espaciais em questão, na
busca por fazer uma leitura que não reduzisse a classe social à classe de renda, e não a
reificasse perante as relações sociais de sexo e de raça. Nesse ínterim, os conceitos de
território, territorialização, lugar e lugarização (SERPA, 2017, 2020), pensados pela
perspectiva da imbricação das relações sociais, foram fundamentais para chegarmos à
questão: há lugar para as mulheres negras? E retomarmos, por conseguinte, a questão inicial:
quem pode beijar a sua preta em praça pública? | pt_BR |
dc.publisher.department | Instituto de Geociências | pt_BR |
Aparece nas coleções: | Dissertação (POSGEO)
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