Campo DC | Valor | Idioma |
dc.creator | Barros, Marcelo Vinicius Miranda | - |
dc.date.accessioned | 2025-01-10T13:26:45Z | - |
dc.date.available | 2025-01-10T13:26:45Z | - |
dc.date.issued | 2024-12-17 | - |
dc.identifier.uri | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40864 | - |
dc.description.abstract | Our thesis is that, based on the thoughts of Jean-Paul Sartre, conflicts in the struggle for recognition of other human beings are not a means to an end, that is, there is no reconciliation or symmetry in this struggle. On the contrary, it is through the continuation of a permanent conflict that we can speak of recognition, even if it is not symmetrical. This is our general position in this research, while our specific position is reflected in the understanding that recognition should always be asymmetric or dissymmetric rather than something symmetric. For us, reciprocal recognition must occur in an asymmetrical way, otherwise in a relationship with another there would be no recognition of the existence of that other as alterity. Our position is that although many see reciprocity in recognition as necessitating symmetry, our thesis argues that recognition can exist without symmetry. This is the essence of our argument. So how can Sartre's social philosophy contribute to contemporary debates about recognition? We will try to answer this question. Honneth, one of the main people responsible for the contemporary renewal of recognition theory, claimed to have identified Sartre as the most important of post-World War II French writers. However, he also professes to overcome Sartrean limitations: on the one hand, Sartre offers a partial view of the concept of recognition, seeing the other as a reification; on the other hand, Honneth argues that his theory addresses the topic more comprehensively. Given this, we will explore how Honneth's critique of Sartre's thought can highlight Sartre's continued relevance for a theory of recognition. We will use Sartre's work as a basis for analyzing Sartre's interpretation of Honneth, thus demonstrating Sartre's lasting importance in this field. The research will begin with a report on Honneth's proposal and his interpretative reading of Sartre, in order to emphasize the way in which this interpretation intersects and differs from the approach to recognition that Sartre derives from his phenomenological ontology. We do not intend to provide an exhaustive account of the pros and cons of Honneth's critique of Sartre. Our aim is rather to show that our own interpretation of Sartre's philosophy can pave the way for exploring ideas that could improve current debates about recognition. | pt_BR |
dc.description.sponsorship | Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES | pt_BR |
dc.language | por | pt_BR |
dc.publisher | Universidade Federal da Bahia | pt_BR |
dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
dc.subject | Filosofia | pt_BR |
dc.subject | Teoria do reconhecimento | pt_BR |
dc.subject | Conflito social | pt_BR |
dc.subject | Sartre | pt_BR |
dc.subject.other | Philosophy | pt_BR |
dc.subject.other | Theory of recognition | pt_BR |
dc.subject.other | Social conflict | pt_BR |
dc.subject.other | Sartre | pt_BR |
dc.title | Sartre e a crítica da reificação: conflito social e reconhecimento | pt_BR |
dc.title.alternative | Sartre and the critique of reification: social conflict and recognition | pt_BR |
dc.type | Tese | pt_BR |
dc.contributor.referees | Santos, Vinicius dos Santos | - |
dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) | pt_BR |
dc.publisher.initials | UFBA | pt_BR |
dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA | pt_BR |
dc.contributor.advisor1 | Rodrigues, Malcom Guimarães | - |
dc.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8316619833936970 | pt_BR |
dc.contributor.advisor-co1 | Pereira, Leonardo Jorge da Hora | - |
dc.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/4012823592823597 | pt_BR |
dc.contributor.referee1 | Rodrigues, Malcom Guimarães | - |
dc.contributor.referee2 | Pereira, Leonardo Jorge da Hora | - |
dc.contributor.referee3 | Sass, Simeão Donizete | - |
dc.contributor.referee4 | Silva, Luciano Donizetti da | - |
dc.contributor.referee5 | Bressiani, Nathalie de Almeida | - |
dc.creator.ID | https://orcid.org/0000-0003-0616-106X | pt_BR |
dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3804791464459594 | pt_BR |
dc.description.resumo | A nossa tese é de que, a partir do pensamento de Jean-Paul Sartre, os conflitos na luta por reconhecimento do outro ser humano não são um meio para um fim, isto é, não há reconciliação ou simetria nessa luta. Ao contrário, é pela continuação de um conflito permanente que se pode falar de reconhecimento, mesmo que este não seja simétrico. Esse é o nosso posicionamento geral nesta pesquisa, enquanto o nosso posicionamento específico se reflete no entendimento de que o reconhecimento deve sempre ser assimétrico ou dissimétrico, ao invés de simétrico. Para nós, é preciso que o reconhecimento recíproco ocorra de maneira assimétrica, senão, em uma relação com o outro, não haveria o reconhecimento da existência desse outro enquanto alteridade. Nossa posição é que, embora muitos vejam a reciprocidade no reconhecimento como necessitando de simetria, nossa tese argumenta que o reconhecimento pode existir sem simetria. Essa é a essência do nosso argumento. Portanto, como a filosofia social de Sartre pode contribuir para os debates contemporâneos sobre o reconhecimento? Tentaremos responder a essa pergunta. Honneth, um dos principais responsáveis pela renovação contemporânea da teoria do reconhecimento, afirmou ter identificado Sartre como o mais importante dos escritores franceses pós-Segunda Guerra Mundial. No entanto, ele também professa superar as limitações sartrianas: por um lado, Sartre oferece uma visão parcial do conceito de reconhecimento, vendo o outro como uma reificação; por outro lado, Honneth argumenta que sua teoria aborda o tema de forma mais abrangente. Diante disso, exploraremos como a crítica de Honneth ao pensamento de Sartre pode destacar a relevância contínua de Sartre para uma teoria do reconhecimento. Utilizaremos o trabalho de Sartre como base para analisar a interpretação sartriana de Honneth, demonstrando assim a importância duradoura de Sartre neste campo. A pesquisa começará com um relato sobre a proposta de Honneth e sua leitura interpretativa de Sartre, de modo a enfatizar como essa interpretação se cruza e difere da abordagem do reconhecimento que Sartre deriva de sua ontologia fenomenológica. Não temos a intenção de fornecer um relato exaustivo dos prós e contras da crítica de Honneth a Sartre. Nosso objetivo é, antes, mostrar que nossa própria interpretação da filosofia de Sartre pode pavimentar o caminho para a exploração de ideias que poderiam aprimorar os debates atuais sobre o reconhecimento. | pt_BR |
dc.publisher.department | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) | pt_BR |
dc.relation.references | ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
ALMEIDA, W, C. Psicoterapia aberta: o método do psicodrama, a fenomenologia e a psicanálise. São Paulo: Ágora, 2006.
ALVES, M. S. P. Irrefletido e Reflexão: observações sobre uma tese de Sartre. Lisboa: Edições Colibri, 1994.
BEAUVOIR, S. A força da idade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
BOHMAN, J. Critical Theory. In: ZALTA, Edward N. (ed.). Metaphysics Research Lab, Stanford University, 2021. Disponível em: <https://plato.stanford.edu/entries/critical-theory/>. Acesso em: 31/06/2024.
BORNHEIM, G. Sartre: Metafísica e existencialismo. São Paulo, Perspectiva, 2011.
CANNON, B. “Group therapy as revolutionary praxis: a sartrean view”. In: Sartre today: a centenary celebration. Adrian van den Hoven e Andrew Leak (Org.). New York: Berghahn Books, 2005.
______. Sartre and Existential Psychoanalysis: The Humanistic Psychologist, v. 27, n. 1, 1999.
______. “Psicanálise e psicanálise existencial”. In: Jean-Paul Sartre: conceitos fundamentais. Steven Churchill e Jack Reynolds (Ed.). Petrópolis: Vozes, 2020.
CRISSIUMA, R. “Trocando o jovem pelo velho: Axel Honneth leitor de Hegel”. In: A teoria crítica de Axel Honneth: reconhecimento, liberdade e justiça. Rúrion Melo (Cord.). São Paulo: Saraiva: 2013.
DONIZETTI DA SILVA, L. Ética e liberdade em Sartre: da negação da infância ao homem infantilizado. Curitiba, Appris, 2018.
DOSTOIÉVSKI, F. The diary of a writer. New York: George Braziller, 1954.
ERCULINO, S, C, N. A violência do olhar: intersubjetividade em Sartre. Kínesis, n. 11, v. VI, 2014.
EROFÉIEV, V. Encontrar o homem no homem: Dostoiévski e o existencialismo. São Paulo: Kalinka, 2021.
GORNER, P. Ser e tempo: uma chave de leitura. Petrópolis: Vozes, 2018.
HEGEL, G, W, F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis: Vozes, 2014.
HEIDEGGER, M. Ser e Tempo. Parte I. Petrópolis: Vozes, 2005a.
______. Ser e Tempo. Parte II. Petrópolis: Vozes, 2005b.
______. Seminário de Zollikon. Petrópolis: Vozes, 2001.
______. Interpretações fenomenológicas sobre Aristóteles: introdução à pesquisa fenomenológica. Petrópolis: Vozes, 2011.
HONNETH, A. Reification: a new look at an old idea. Oxford: Oxford University Press, 2008b.
______. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
______. Observações sobre a reificação. Civitas, v. 8, n.1, 2008a.
______. Kritik der Macht: reflexionsstufen einer kritischen gesellschaftstheorie. Frankfurt: Suhrkamp, 1989.
______. Reificação: um estudo de teoria do reconhecimento. São Paulo: UNESP, 2018
______. Disrespect. The normative foundations of Critical Theory. Cambridge: Polity Press, 2007.
______. “Antworten auf die Beiträge”. In.: Christoph Halbig; Michael Quante (orgs). Axel Honneth: Sozialphilosophie zwischen Kritik und Anerkennung. Münster: LiT Verlag, 2003b.
______. O Direito da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2015.
______. “Reconhecimento”. In.: CANTO-SPERBER, Monique (Org.). Dicionário de ética e filosofia moral. Vol. 2. São Leopoldo: Unisinos, 2007b.
______. “The relevance of contemporary French philosophy for a theory of recognition: an interview”. In: BANKOVSKY, M.; LE GOFF, A. (eds.). Recognition theory and contemporary french moral and political philosophy: reopening the dialogue. Manchester: Manchester University Press, 2017.
HONNETH, A; ANDERSON, J. Autonomia, Vulnerabilidade, Reconhecimento e Justiça. Cadernos de Filosofia Alemã: crítica e modernidade, n. 17, 2011.
HONNETH, A; VOIROL, O. A Teoria Crítica da Escola de Frankfurt e a teoria do reconhecimento. Cadernos de Filosofia Alemã: crítica e modernidade, n. 18, 2011.
HÖFFE, O. Immanuel Kant. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
HUSSERL, E. Meditações cartesianas: introdução à fenomenologia. Porto: RÉS, 2001.
JARDIM, L, A. Preocupação liberadora no contexto da prática terapêutica. Centro de Formação e Coordenação de Grupos em Fenomenologia. PUC-SP: São Paulo, 2003.
LAING, R. D. O eu dividido: estudo existencial da sanidade e da loucura. Petrópolis: Vozes, 1973.
LEOPOLDO E SILVA, F. Sartre e a ética. Revista Bioethikos. São Paulo, v. 4, n. 3, 2010.
LE BRETON, D. A sociologia do corpo. Petrópolis: Vozes, 2012.
LE GOFF, A. “Sartre and Honneth on conflict and recognition”. In: BANKOVSKY, M.; LE GOFF, A. (eds.). Recognition theory and contemporary french moral and political philosophy: reopening the dialogue. Manchester: Manchester University Press, 2017.
LÖWY, M. Romantismo e messianismo: ensaios sobre Lukács e Walter Benjamin. São Paulo: Perspectiva, 2008.
LUKÁCS, G. História e consciência de classe: estudos sobre a dialética marxista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2019.
MARX, K. O capital. São Paulo, Abril Cultural, 1983.
MORRIS, K. J. Sartre. Porto Alegre: ARTMED, 2009.
NIETZSCHE, F. Genealogia da Moral. São Paulo: Companhia de Bolso, 2009.
NOBRE, M. “Apresentação”. In: HONNETH, A. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
PETHERBRIDGE, D. The Critical Theory of Axel Honneth. Lanham: Lexington Books, 2013.
RIBEIRO, J. P. Gestalt Terapia: refazendo um caminho. São Paulo: Summus, 1985.
RICOEUR, P. Percurso do reconhecimento. São Paulo: Loyola, 2006.
ROCHA, A, S, E. “Sartre e Foucault: da linguagem à experiência radical, ou as aporias de um debate”. In: Jean-Paul Sartre: uma cultura da alteridade – filosofia e literatura. Cassiano Reimão (coord.). Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2005.
SARTRE, J-P. O Ser e o Nada: ensaio de ontologia fenomenológica. Petrópolis: Vozes, 2012.
______. Entre quatro paredes. São Paulo: Abril, 1977.
______. A transcendência do ego. Lisboa: Edições Colibri, 1994.
______. O existencialismo é um humanismo. Petrópolis: Vozes, 2010.
______. Colonialism and Neocolonialism. London: Routledge, 2005.
______. Crítica da Razão Dialética. Tomo 1. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
______. “A busca do absoluto”. In.: Alberto Giacometti: textos de Jean-Paul Sartre. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012b.
______. L’être et le Néant: essai d’ontologie phénoménologique. Paris: Gallimard, 1992.
SILVA, C, G. Ética Existencial em Jean-Paul Sartre: o homem e a moral da liberdade. Revista Logos, v. 2, n. 2, p. 38-39, 1995.
SILVA, E, B. O conceito de existência em Ser e Tempo. Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2010.
SCHROEDER, W, R. Sartre and his predecessors: the Self and the Other. Abingdon: Routledge, 2019.
SOBOTTKA, A, E. Reconhecimento: novas abordagens em teoria crítica. São Paulo: Annablume, 2015.
WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre: Artmed, 1983. | pt_BR |
dc.type.degree | Doutorado | pt_BR |
Aparece nas coleções: | Tese (PPGF)
|