Skip navigation
Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41015
Tipo: Dissertação
Título: OSTEOPONTINA COMO MARCADOR DE GRAVIDADE E PROGNÓSTICO EM PACIENTES COM COVID-19 E SUA RELAÇÃO COM VARIÁVEIS CLÍNICAS E EPIDEMIOLÓGICAS
Autor(es): Silva, Gabriele Amorim
Amorim, Gabriele
Primeiro Orientador: Souza, Cláudio Lima
metadata.dc.contributor.referee1: SOUZA, CLAUDIO LIMA
metadata.dc.contributor.referee2: OLIVEIRA, MÁRCIO VASCONCELOS
metadata.dc.contributor.referee3: DE MELO, FABRÍCIO FREIRE
Resumo: A predição da gravidade e prognóstico na COVID-19 através de biomarcadores confiáveis continua sendo desafiador para a comunidade científica. Este estudo objetiva identificar na literatura evidências da contribuição da osteopontina (OPN) na avaliação precoce de gravidade na COVID-19, seu potencial como preditor de desfechos desfavoráveis e identificar sua correlação com outras citocinas inflamatórias. Dois artigos compõe este volume: Uma revisão sistemática composta por 13 artigos, envolvendo participantes adultos e pediátricos, que investigaram a osteopontina como marcador de gravidade, prognóstico, mortalidade e aspectos de imunopatogênese na COVID-19. Os estudos foram realizados na Europa, Ásia e América do Norte, evidenciou-se lacuna no comportamento deste biomarcador em populações de países em desenvolvimento. Os desfechos avaliados indicam que OPN tem participação na imunopatogênese da COVID-19, identifica diferentes níveis de gravidade e prevê prognósticos desfavoráveis. Os pontos de corte da OPN para distinção de gravidade e prognósticos foram distintos e de difícil comparação entre os estudos, reiterando a necessidade de novos estudos. Segundo artigo traz uma avaliação de uma coorte prospectiva, com participantes ≥18 anos, com diagnóstico confirmado de COVID-19, internados na UTI de um Hospital do Nordeste do Brasil. A associação da OPN com os parâmetros clínicos e imunológicos foi realizada pela regressão de Poisson com variância robusta. O ponto de corte da OPN na admissão para prognóstico do óbito foi estimado pela curva ROC. Dos 52 participantes, 55,8% eram do sexo masculino e 63,5% tinham 60 anos ou mais. O ponto de corte da OPN na admissão foi de ≥31,0 ng/ml (AUC:0,743). A OPN elevada na admissão foi associada ao prognóstico óbito (RR:2,31, IC95%:1,34-3,98), anemia grave (RR:1,67, IC95%:1,03-2,70) e PCR elevada ≥173,5 mg/dL (RR:2,46, IC95%:1,34-4,52). Os marcadores imunológicos com correlação positiva significativamente associados OPN na admissão foram IL-1β, IL-2, TGF-β e IFN-ᵞ. A osteopontina elevada na admissão surgiu como bom marcador de prognóstico desfavorável na admissão e ainda após 5 dias em UTI. As assinaturas imunológicas associadas OPN elevada na admissão favorecem a respostas hiperinflamatória, propiciam a migração e ativação de macrófagos e células T e um microambiente receptivo para ações pró-inflamatórias e pró fibróticas. Conclusão: Na população analisada, OPN revelou-se como importante biomarcador de prognóstico desfavorável e maior mortalidade na COVID 19. Tem importante relação com resposta inflamatória, inclusive perdurando por mais tempo como preditora até o 5º dia pós internação em UTI. Novos estudo são necessários para melhor entendimento da OPN com outras citocinas e da longevidade deste biomarcador na COVID longa.
Abstract: Predicting the severity and prognosis of COVID-19 through feasible biomarkers remains challenging for the scientific community. This study aims to identify in the literature evidence of the contribution of osteopontin (OPN) in the early assessment of the severity of COVID-19, its potential as a predictor of unfavorable outcomes, and to identify its correlation with other cytokines of the immune response. Two articles make up this volume: A systematic review composed of 13 articles, involving adult and pediatric participants, that investigated osteopontin as a marker of severity, prognosis, mortality, and immunopathogenesis aspects in COVID-19. The studies were carried out in Europe, Asia, and North America, and a gap in the behavior of this biomarker was evidenced in populations of developing countries. The outcomes evaluated indicate that OPN plays a role in the immunopathogenesis of COVID-19, identifies different levels of severity, and predicts poor prognosis. The OPN cut-off points for distinguishing severity and prognosis were different and difficult to compare between studies, reiterating the need for further investigations. The second article presents an evaluation of a prospective cohort, with participants ≥18 years old, with a confirmed diagnosis of COVID-19, admitted to the ICU of a Hospital in the Northeast of Brazil. The association of OPN with clinical and immunological parameters was performed using Poisson regression with robust variance. The OPN cutoff point at admission for the prognosis of death was estimated using the ROC curve. Of the 52 participants, 55.8% were male and 63.5% were 60 or older. The OPN cut-off point at admission was ≥31.0 ng/ml (AUC:0.743). High OPN at admission was associated with prognosis death (RR: 2.31, 95% CI: 1.34-3.98), severe anemia (RR: 1.67, 95% CI: 1.03-2.70), and elevated CRP ≥173.5 mg/dL (RR: 2.46, 95% CI: 1.34-4.52). The positively correlated immunological markers significantly associated with OPN at admission were IL-1β, IL-2, TGF β, and IFN-γ. Elevated osteopontin at admission emerged as a good marker of unfavorable prognosis at admission and after 5 days in the ICU. The associated immunological signatures of high OPN (≥31.0ng/ml) at admission favor hyperinflammatory responses, promote the migration and activation of macrophages and T cells, and a receptive microenvironment for pro-inflammatory and pro-fibrotic actions. Conclusion: In the population analyzed, OPN proved to be an important biomarker of unfavorable prognosis and higher mortality in COVID 19. OPN has an important relationship with inflammatory response, lasting longer as a predictor until the 5th day after ICU admission. Further studies are needed to better understand OPN with other cytokines and the longevity of this biomarker in long COVID.
Palavras-chave: COVID-19
Biomarcadores
Osteopontina
Prognóstico
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::EPIDEMIOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS)
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC - IMS) 
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41015
Data do documento: 9-Jul-2024
Aparece nas coleções:Dissertação (PPGSC - IMS)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Dissertação_Mestrado_Gabriele_Amorim_Silva_pdf.pdf5,72 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Mostrar registro completo do item Visualizar estatísticas


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.