Skip navigation
Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41223
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.creatorLima Junior, Manoel Pereira-
dc.date.accessioned2025-02-14T12:22:12Z-
dc.date.available2025-02-14T12:22:12Z-
dc.date.issued2024-09-03-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufba.br/handle/ri/41223-
dc.description.abstractAbstract The object of this thesis is the problem of structural epistemic injustice. This is a problem of social epistemology, approached from the perspective of the concept of hermeneutic injustice developed by Miranda Fricker. In addition, I use genealogical research as a method for investigating this problem. A genealogy can have fictional or factual characteristics, or both. In my work, I have adopted the last option mentioned. Because of this methodological choice, I turned to thinkers such as Nietzsche, Craig, Williams, Fricker and Mills as important philosophical references in the field of genealogical research in philosophy. Using this method, I intend to trace the philosophical path that led to the disappearance of the subject of "epistemic injustice", leading us to what has come to be called "structural injustice". Since "structural injustice" would be an injustice without a subject, I try to identify who the "subject" of such injustice is. To reach the origin of such a subject, I turn to the concept of hermeneutic injustice, because the notion of "structural injustice", for me, is a hermeneutically empty notion, generating a hermeneutic problem that needs to be remedied, either by dissolving the notion as an empty concept, or by filling the conceptual gap with an adequate term (subject), so that there would be no injustice without a subject, and then accountability for the practically of "structural injustice" would be possible. Last but not least, I was able to establish a close relationship between the genealogical method and analytic philosophy, showing an origin of the genealogical method prior to Nietzsche in David Hume's Treatise on Human Nature, where Hume gives a genealogy on the concept of "justice as an artificial virtue". This investigative movement also led me to formulate a critique of the tradition of contractualist philosophy, since, it seems, it was from there that the subject of epistemic injustice disappeared in Modernity.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Bahiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectInjustiça epistêmicapt_BR
dc.subjectHermenêuticapt_BR
dc.subjectGenealogiapt_BR
dc.subject.otherEpistemic injusticept_BR
dc.subject.otherHermeneuticalpt_BR
dc.subject.otherGenealogypt_BR
dc.titleA genealogia da injustiça epistêmica estrutural: um problema de injustiça hermenêuticapt_BR
dc.title.alternativeThe genealogy of structural epistemic injustice: a problem of hermeneutical injusticept_BR
dc.typeTesept_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) pt_BR
dc.publisher.initialsUFBApt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANASpt_BR
dc.contributor.advisor1Silva Filho, Waldomiro Jose-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-0874-9599pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0606699315474354pt_BR
dc.contributor.referee1Silva Filho, Waldomiro Jose-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-0874-9599pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0606699315474354pt_BR
dc.contributor.referee2Ketzer, Patricia-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/4875848249103649pt_BR
dc.contributor.referee3Santos, Breno Ricardo Guimarães-
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/6164221411927239pt_BR
dc.contributor.referee4Assis, Kleyson Rosário-
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/1549827836357051pt_BR
dc.contributor.referee5Itaparica, André Luís Mota-
dc.contributor.referee5Latteshttp://lattes.cnpq.br/2086456046841758pt_BR
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0000-0002-5043-0506pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6801074789715892pt_BR
dc.description.resumoEsta tese, tem como objeto de estudo o problema da injustiça epistêmica estrutural. Este é um problema de epistemologia social, abordado a partir da ótica do conceito de injustiça hermenêutica desenvolvido por Miranda Fricker. Além disso, tomo a pesquisa genealógica como método de investigação do problema, aqui, investigado. Uma genealogia pode ter características fictícias, factuais, ou ambas coisas. No meu trabalho, adotei a última opção mencionada. Em função dessa escolha metodológica, recorri a pensadores como Nietzsche, Craig, Williams, Fricker e Mills como referências filosóficas importantes no campo da pesquisa genealógica em filosofia. Como esse método pretendo traçar o percurso filosófico que levou ao desaparecimento do sujeito da “injustiça epistêmica”, conduzindo-nos ao que se convencionou chamar de “injustiça estrutural”. Como a “injustiça estrutural” seria uma injustiça sem sujeito, tento identificar quem é o “sujeito” de tal injustiça. Para alcançar a origem de tal sujeito, recorro ao conceito de injustiça hermenêutica, pois, a noção de “injustiça estrutural”, para mim, é uma noção hermeneuticamente vazia, gerando um problema hermenêutico que precisa ser sanado, ou dissolvendo a noção como conceito vazio, ou preenchendo a lacuna conceitual com um termo (sujeito) adequado, de modo que não haveria uma injustiça sem sujeito, sendo, então, possível a responsabilização para o praticamente de “injustiça estrutural”. Por último, mas não menos importante, consegui estabelecer uma relação de proximidade entre o método genealógico e a filosofia analítica, mostrando uma origem do método genealógico anterior a Nietzsche no texto de David Hume do Tratado acerca da natureza humana, onde Hume faz uma genealogia sobre o conceito de “justiça como virtude artificial”. Esse movimento investigativo levou-me também a formular uma crítica à tradição da filosofia contratualista, pois, ao que tudo indica, foi a partir dela que se deu o desaparecimento do sujeito da injustiça epistêmica na Modernidade.pt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)pt_BR
dc.relation.referencesALMEIDA, S. L. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. ANDERSON, E. (2012). “Epistemic justice as a virtue of social institutions”. In: Social epistemology: a journal of knowledge, culture and policy, v. 26, n. 2, pp. 163-173. ANDERSON, E. (2006). “The Epistemic of Democracy”. In: Episteme: A Journal of Social Epistemology, vol. 3, Issue 1-2, pp. 8-22. ANDERSON, E. (2016). “The Social Epistemology – Learning from the Forgotten History of the Abolition Slavery”. In: The Epistemic Life of Groups: Essays in the Epistemology of Collectives. New York: Oxford University Press, pp. 75-94. BATTALY, H. (2018) “Closed-mindedness and dogmatism”. In: Episteme, v. 15, 138anuary138r, pp. 261-282. BENTO, Cida. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. BUARQUE de HOLANDA, S. (2014) Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras. CARNEIRO, S. Referenciais da filosofia africana: em busca da intersubjetividade. Maputo: Ndjira, 2010. CASSAM, Q. (2016). “Vice epistemology”. In: The Monist, v. 2, n. 99, march, 2016, 159- 180. CRAIG, E. (1990) Knowledge and the State of Nature. New York: Oxford University Press. CASTIANO, J. P. (2021) Do Espírito da Tradição ao Espírito da Reconciliação. Maputo: Edi-Line Editores Ltda, 2021. DELEUZE, G. (2000) “Em que se pode reconhecer o estruturalismo”. In: A ilha deserta e outros textos. São Paulo: Iluminuras, pp. 221-247 DOTSON, K. (2014) “Conceptualizing Epistemic Oppression”. In, Social Epistemology: A Journal of Knowledge, Culture and Policy.v. 28, n. 2, 138anuary pp. 115-138. FANON, Frantz. (2008) Pele Negra, máscara branca. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA. FOUCAULT, M. (1979) Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal. FOUCAULT, M. (1987) Vigiar e punir. Petrópolis: Editora Vozes. FOUCAULT, M. (2005) Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes. FOUCAULT, M. (1995) O sujeito e o poder. In. Michael Foucault – uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica. Rio de Janeiro: Forense Universitária. FRICKER, M. (2007) Epistemic Injustice: Power and the Ethics of Knowing. New York: Oxford University Press. FRICKER, M. (2023) Injustiça Epistêmica: O Poder e a Ética do Conhecimento. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. FRICKER, M. (2016) “Fault and Non-Fault Responsibility for Implicit Prejudice: A Space for Epistemic ‘Agent-Reggret’”. In The Epistemic Life of Groups: Essays in the Epistemology of Collectives. New York: Oxford University Presspp 33-50. FRICKER, M. (2003) “Epistemic Injustice and Role for Virtue in the Politics of Knowing”. In. Metaphilosophy, v. 34, n. ½, pp. 154-173. FRICKER, M. (2017) “Evolving Concepts of Epistemic Injustice”. In The Routledge Hadbook of Epistemic Injustice. London: Routledge, pp. 53-60. GORI, P. (2017) “A caminho de uma filosofia sem alma – uma abordagem psicofísica sobre a crítica da subjetividade de Nietzsche”. Guarulhos/ Porto Seguro: Cadernos Nietzsche, vol. 38, n. 2, , pp. 13-35. HUME, D. (2009) Tratado da natureza humana: uma tentativa de introduzir o método experimental nos assuntos morais. São Paulo: UNESP. KANT, I. (2008) Crítica da razão pura. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. KILOMBA, G. Memórias da plantação – episódios de racismo cotidiano. Lisboa: Cobogó, 2019. MBEMBE, A. (2014) A Crítica da Razão Negra. Lisboa: Antígona Editores Refractários. MEDINA, J. (2011) “The Relevance of Credibility Excess in a Proportional View of Epistemic Injustice: Differential Epistemic Authority and the Social Imaginary”. In, Social Epistemology, pp. 15-35. MILLS, Charles W. (1997) The Racial Contract. New York: Cornell University Press. MILLS, Charles W. (2023) O contrato racial. Rio de Janeiro: Zahar. MILLS, Charles W. (2028) “Ignorância Branca”. Traduzido por Breno Ricardo Guimarães Santos. Griot Revista de Filosofia, v. 17, n. 1, pp. 413-438. NGOENHA, S. E. (1994) O Retorno do Bom Selvagem – uma perspectiva africana do problema ecológico. Porto: Edições Salesianas. PESSOA de CASTRO, Y. (2011) “Marcas de Africania no Português Brasileiro”. In. Africanias.com. PLATÃO. (2002) Fedro. São Paulo: Martin Claret. QUELOZ, M. (2021) The Pratctical Origens of Ideas: Genealogy as Conceptual Reverse-Engineering. New York: Oxford University Press. NIETZSCHE, F. (2009) Genealogia a Moral. São Paulo: Companhia das Letras. POHLHAUS JR., G. (2017) Varieties of Epistemic Injustice. Handbooks. London and New York: Routledge pp. 13-26. SANTOS, B. R. G. (2018) “Genealogia epistêmica e normas de credibilidade”. Vitória: Revista Sofia, V. 7. N. 1, , pp. 126-146. SODRÉ, M. (2023) O fascismo da cor: uma radiografia do racismo nacional. Petrópolis: Vozes. SODRÉ, M. (2017) Pensar nagô. Petrópolis: Vozes. TAVARES, Luís Henrique D. (2008) História da Bahia. São Paulo: UNESP. WILLIAMS, B. (2002) Truth and Truthfulness – an Essay in Genealogy. Princeton: Princeton University Press. WILLIAMS, B. (2008) Shame and Necessity. California: University of California Press.pt_BR
dc.type.degreeDoutoradopt_BR
Aparece nas coleções:Tese (PPGF)

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Tese completa para repositório.pdfA genealogia da injustiça epistêmica estrutural: um problema de injustiça hermenêutica885,19 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir
Mostrar registro simples do item Visualizar estatísticas


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.