https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41223
Tipo: | Tese |
Título: | A genealogia da injustiça epistêmica estrutural: um problema de injustiça hermenêutica |
Título(s) alternativo(s): | The genealogy of structural epistemic injustice: a problem of hermeneutical injustice |
Autor(es): | Lima Junior, Manoel Pereira |
Primeiro Orientador: | Silva Filho, Waldomiro Jose |
metadata.dc.contributor.referee1: | Silva Filho, Waldomiro Jose |
metadata.dc.contributor.referee2: | Ketzer, Patricia |
metadata.dc.contributor.referee3: | Santos, Breno Ricardo Guimarães |
metadata.dc.contributor.referee4: | Assis, Kleyson Rosário |
metadata.dc.contributor.referee5: | Itaparica, André Luís Mota |
Resumo: | Esta tese, tem como objeto de estudo o problema da injustiça epistêmica estrutural. Este é um problema de epistemologia social, abordado a partir da ótica do conceito de injustiça hermenêutica desenvolvido por Miranda Fricker. Além disso, tomo a pesquisa genealógica como método de investigação do problema, aqui, investigado. Uma genealogia pode ter características fictícias, factuais, ou ambas coisas. No meu trabalho, adotei a última opção mencionada. Em função dessa escolha metodológica, recorri a pensadores como Nietzsche, Craig, Williams, Fricker e Mills como referências filosóficas importantes no campo da pesquisa genealógica em filosofia. Como esse método pretendo traçar o percurso filosófico que levou ao desaparecimento do sujeito da “injustiça epistêmica”, conduzindo-nos ao que se convencionou chamar de “injustiça estrutural”. Como a “injustiça estrutural” seria uma injustiça sem sujeito, tento identificar quem é o “sujeito” de tal injustiça. Para alcançar a origem de tal sujeito, recorro ao conceito de injustiça hermenêutica, pois, a noção de “injustiça estrutural”, para mim, é uma noção hermeneuticamente vazia, gerando um problema hermenêutico que precisa ser sanado, ou dissolvendo a noção como conceito vazio, ou preenchendo a lacuna conceitual com um termo (sujeito) adequado, de modo que não haveria uma injustiça sem sujeito, sendo, então, possível a responsabilização para o praticamente de “injustiça estrutural”. Por último, mas não menos importante, consegui estabelecer uma relação de proximidade entre o método genealógico e a filosofia analítica, mostrando uma origem do método genealógico anterior a Nietzsche no texto de David Hume do Tratado acerca da natureza humana, onde Hume faz uma genealogia sobre o conceito de “justiça como virtude artificial”. Esse movimento investigativo levou-me também a formular uma crítica à tradição da filosofia contratualista, pois, ao que tudo indica, foi a partir dela que se deu o desaparecimento do sujeito da injustiça epistêmica na Modernidade. |
Abstract: | Abstract The object of this thesis is the problem of structural epistemic injustice. This is a problem of social epistemology, approached from the perspective of the concept of hermeneutic injustice developed by Miranda Fricker. In addition, I use genealogical research as a method for investigating this problem. A genealogy can have fictional or factual characteristics, or both. In my work, I have adopted the last option mentioned. Because of this methodological choice, I turned to thinkers such as Nietzsche, Craig, Williams, Fricker and Mills as important philosophical references in the field of genealogical research in philosophy. Using this method, I intend to trace the philosophical path that led to the disappearance of the subject of "epistemic injustice", leading us to what has come to be called "structural injustice". Since "structural injustice" would be an injustice without a subject, I try to identify who the "subject" of such injustice is. To reach the origin of such a subject, I turn to the concept of hermeneutic injustice, because the notion of "structural injustice", for me, is a hermeneutically empty notion, generating a hermeneutic problem that needs to be remedied, either by dissolving the notion as an empty concept, or by filling the conceptual gap with an adequate term (subject), so that there would be no injustice without a subject, and then accountability for the practically of "structural injustice" would be possible. Last but not least, I was able to establish a close relationship between the genealogical method and analytic philosophy, showing an origin of the genealogical method prior to Nietzsche in David Hume's Treatise on Human Nature, where Hume gives a genealogy on the concept of "justice as an artificial virtue". This investigative movement also led me to formulate a critique of the tradition of contractualist philosophy, since, it seems, it was from there that the subject of epistemic injustice disappeared in Modernity. |
Palavras-chave: | Injustiça epistêmica Hermenêutica Genealogia |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS |
Idioma: | por |
País: | Brasil |
Editora / Evento / Instituição: | Universidade Federal da Bahia |
Sigla da Instituição: | UFBA |
metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) |
metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) |
Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
URI: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41223 |
Data do documento: | 3-Set-2024 |
Aparece nas coleções: | Tese (PPGF) |
Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
---|---|---|---|---|
Tese completa para repositório.pdf | A genealogia da injustiça epistêmica estrutural: um problema de injustiça hermenêutica | 885,19 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.