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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41442
Tipo: Tese
Título: Os limites do sentido da intuição em Kant e Husserl
Título(s) alternativo(s): The limits of intuition’s sense in Kant and Husserl
Autor(es): Bragagnolo, Felipe
Primeiro Orientador: Ferreira, Acylene Maria Cabral
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Pradelle, Dominique
metadata.dc.contributor.referee1: Ferreira, Acylene Maria Cabral
metadata.dc.contributor.referee2: Curvello, Flavio Vieira
metadata.dc.contributor.referee3: Grzibowski, Silvestre
metadata.dc.contributor.referee4: Porta, Mário Ariel Gonzáles
metadata.dc.contributor.referee5: Kuiava, Evaldo Antônio
Resumo: O objetivo desta tese consiste em analisar se o sentido da intuição pode ser ampliado quando confrontada a proposta expressa na fenomenologia descritiva de Husserl, das Investigações Lógicas (1900-1901), com a da metafísica transcendental de Kant, da Crítica da Razão Pura (1787). A hipótese geral desse estudo sugere que tanto Kant quanto Husserl privilegiam a defesa do sentido da intuição reduzido à esfera categorial, de modo que se torna necessário expandir a análise do sentido para defendê-lo enquanto estrutura independente e originária do conhecimento. Na metafísica transcendental kantiana, a estrutura a priori do entendimento subsume o sentido expresso na intuição empírica, ao considerá-la como constituída de uma cegueira epistêmica intrínseca. Por mais que essa intuição seja responsável por conceder sentido aos conceitos do entendimento, a significação transcendente produzida pelas categorias encobre o sentido originário. Em contrapartida, ao retirar a exclusividade do ser da cópula do juízo e ao demonstrar que a intensidade do preenchimento dos atos categoriais é dependente dos conteúdos da intuição sensível, Husserl confere à intuição aspectos do categorial, ampliando a noção de sentido. Seguindo essa conceituação husserliana, nos Prolegômenos para uma história do conceito de tempo (1925), Heidegger defende que o estado de relação do ser-verdadeiro e do ser-idêntico são leis a priori que subsistem nelas mesmas. Essa definição recebe maior ênfase quando percebemos que ela já estava presente, mesmo que incipiente, em Reinach, no texto Sobre a Fenomenologia (1914), ao argumentar sobre a subsistência do a priori. À vista disso, é possível defender uma maior autonomia do sentido da intuição diante da esfera categorial, quando fundamentada na teoria realista a priori das leis de essência, aperfeiçoada pelos primeiros fenomenólogos de Göttingen.
Abstract: This thesis' aim is to analyze whether the sense of intuition can be expanded when comparing Husserl's descriptive phenomenology, as expressed in his Logical Investigations (1900-1901), with Kant's transcendental metaphysics in the Critique of Pure Reason (1787). The general hypothesis of this study suggests that both Kant and Husserl favor the defense of the sense of intuition reduced to the categorial sphere, making it necessary to enlarge the analysis of the sense to defend it as an independent and original structure of knowledge. In Kantian transcendental metaphysics, the a priori structure of understanding subsumes the sense expressed in empirical intuition, considering it to possess an intrinsic epistemic blindness. Although this intuition is responsible for granting sense to the concepts of understanding, the transcendent signification produced by the categories hides the original sense. Conversely, by removing the exclusivity of being from the copula of the judgment and demonstrating that the intensity of the fulfillment of categorial acts depends on the contents of sensible intuition, Husserl attributes categorial aspects to intuition, thus expanding the notion of sense. Following this Husserlian conceptualization, in History of the Concept of Time: Prolegomena (1925), Heidegger argues that the relational state of true-being and identical-being are a priori laws that subsist in themselves. This definition gains greater emphasis when we realize that it was already present, albeit in an incipient form, in Reinach's Concerning Phenomenology (1914), where he argues for the subsistence of the a priori. Thus, it becomes possible to defend greater autonomy of the sense of intuition concerning the categorial sphere, when grounded in the realist a priori theory of the laws of essence, perfected by the early Göttingen phenomenologists.
Palavras-chave: Sentido (filosofia)
Intuição
Leis
Kant, Immanuel
Husserl, Edmund
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) 
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41442
Data do documento: 5-Set-2024
Aparece nas coleções:Tese (PPGF)

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