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Universidade Federal da Bahia |
Repositório Institucional da UFBA
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40837
Tipo: Tese
Título: Rosseau e Arendt: Críticos da representação política na modernidade e contemporaneidade?
Autor(es): Vicente, José João Neves Barbosa
Primeiro Orientador: Silva , Genildo Ferreira da
metadata.dc.contributor.referee1: Silva, Genildo Ferreira da
metadata.dc.contributor.referee2: Nascimento, Milton Meira do Nascimento
metadata.dc.contributor.referee3: Silva, Adriano Correia
metadata.dc.contributor.referee4: Almeida, Vanessa Sievers de
metadata.dc.contributor.referee5: Moura, Mauro Castelo Branco de Moura
Resumo: introdução da “representação” na política ganhou força desde a época moderna até os dias atuais. No sistema político democrático, ela se tornou um dos mecanismos essenciais, e não é por acaso que se fala constantemente de “democracia representativa”, segundo a qual os “governantes” agem no lugar dos seus “governados” que os elegeram. Para grande parte dos estadistas e teóricos do assunto, a representação política é o equivalente necessário da democracia, assim, a democracia representativa surge aos seus olhos como a melhor solução política para os homens e todas as instâncias de um governo constituído devem ser dirigidas através de representantes do povo que deliberem em seu lugar. Nesse sentido, imaginar uma sociedade politicamente organizada sem representação, isto é, sem representantes eleitos que agem em nome e no lugar dos eleitores, ou confrontar a forma como funciona o sistema representativo de governo, parece ser um retrocesso, ou uma perspectiva “bizarra”. Mas, o filósofo moderno, Rousseau, e a filósofa contemporânea, Arendt, tiveram compreensão e posicionamento diferentes da maioria, não se intimidaram diante das vozes que apoiavam e defendiam esse sistema político e nem se hesitaram em confrontálo. Cada um deles, em suas respectivas épocas, viu o funcionamento do sistema representativo de governo, no qual o povo participa politicamente e exerce a sua liberdade apenas em períodos eleitorais, não como a melhor solução política para os homens, mas como uma grande ameaça à liberdade e a participação política dos cidadãos; para ambos, a representação política, pelo menos como apareceu aos seus olhos, é um mecanismo político que impeça o povo de exercer a sua verdadeira liberdade e, consequentemente, de participar efetivamente na política. A “vontade”, diz Rousseau, é irrepresentável, ninguém pode ter “vontade” no lugar do outro, e por outro lado, a “ação”, afirma Arendt, só pode ser exercida pelo próprio indivíduo, isto é, ninguém pode “agir” no meu lugar. Este estudo seguirá, portanto, os posicionamentos desses dois autores diante da representação política e os conceitos a elas relacionados, e investiga o seu sentido e o seu alcance como aparecem fundamentalmente em suas obras Do contrato social e Da revolução respectivamente.
Abstract: The introduction of the "representation" in politics gained force since the modern era to the present day. In the democratic political system, it has become one of the essential mechanisms, and it is no coincidence that talk constantly of "representative democracy", according to which the "rulers" act in the place of the "ruled" that elected them. For a large part of statesmen and theorists of this subject, the political representation is the necessary equivalent of democracy, thus, representative democracy appears to its eyes as the best political solution for the men and all instances of a constituted government must be directed through representatives of the people who deliberate in its place. In this sense, to imagine a politically organized society without representation, without elected representatives who act in the name and in place of the voters, or to confront the way it works at the representative system of government, it seems to be a step backwards, or a perspective “bizarre”. But, the modern philosopher, Rousseau, and the contemporary philosopher, Arendt, had different understanding and positioning of the majority, not intimidated in the face of the voices who supported and defended this political system and did not hesitate to confront him. Each one of them, in their own times, and saw the functioning of the representative system of government in which the people participate politically and exercise their freedom only in electoral periods, not as the best political solution for men, but how big a threat to freedom and the political participation of citizens; for both, political representation, at least as it appeared to their eyes, is a mechanism of political that prevents the people from exercising their true freedom and, consequently, to participate effectively in the politic. “The will,” says Rousseau, is unrepresentative, no one can have “will” in the place of another, and on the other hand, the “action,” says Arendt, can only be exercised by the individual himself, that is, no one can “act” in my place. This study will follow, therefore, the placements of these two authors in the face of political representation and the concepts they are related, and investigates its meaning and its reach as they appear fundamentally in his works Social contract and On revolution respectively.
Palavras-chave: Aparência
Liberdade
Pluralidade
Representação política
Totalitarismo
Vontade Geral
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: Brasil
Editora / Evento / Instituição: Universidade Federal da Bahia
Sigla da Instituição: UFBA
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) 
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/40837
Data do documento: 6-Dez-2016
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